A origem da designação EUROPA

Ainda se recorda da lenda de Europa?

Zeus e Europa 
            Zeus e Europa ( vaso grego)


      Europa era uma linda princesa fenícia. Como ainda não chegara à idade de casar, vivia com os pais num magnífico palácio e tinha por hábito dar longos passeios com as amigas nos prados e nos bosques. Certo dia quando apanhava flores junto da foz de um rio, foi avistada por Zeus (o deus supremo) que se debruçava lá do Olimpo observando os mortais. Fascinado com tanta formosura, decidiu raptá-la. Para evitar a fúria da sua ciumentíssima mulher, quis disfarçar-se. Nada mais fácil para quem tem poderes sobre naturais! Tomou a forma de um touro. Um belo touro castanho com um círculo prateado a enfeitar a testa. Desceu então ao prado e deitou-se aos pés da Europa.
      Ela ficou encantada por ver ali um animal tão manso, de pelo sedoso e olhar meigo. Primeiro afagou-o, depois sentou-se-lhe no dorso e... o touro disparou de imediato a voar por cima do oceano. A pobre princesa ficou assustadíssima. Mas não tardou a perceber que o raptor só podia ser um deus disfarçado, pois entre as ondas emergiam peixes, tritões e sereias a acenar-lhes. Até Posídon apareceu agitando o seu tridente. Muito chorosa, Europa implorou que não a abandonasse num lugar ermo. Zeus consolou-a, mostrou-se carinhoso, prometeu levá-la para um sítio lindo que ele conhecia fora da Ásia. 
     Prometeu e cumpriu. Instalaram-se na ilha de Creta e tiveram três filhos que vieram a ser famosos. Agora o nome da princesa é que ficou famosíssimo! Agradou a poetas da Grécia Antiga que passaram a chamar Europa aos territórios para lá da Grécia. E agradou ao historiador Hérodoto, que no séc. V a.C foi o primeiro a chamar Europa a todo o continente. 

in A Europa dá as Mãos, Ana Maria Magalhães/Isabel Alçada 
 Centro de Informação Europeia Jacques Delors, 1995.


Nesta semana em que se comemora o Dia da Europa, desafiamos os nossos visitantes a realizar o puzzle relativo aos países que a compõem.

Puzzle EUROPA

Testemunho da aluna vencedora do VIII Bibliopaper das Letras

  
            O Bibliopaper das Letras, cuja oitava edição decorreu no dia 21 de março, foi uma brilhante iniciativa por parte da professora Antonieta Couto. 
         É um evento que nos permite conhecer pessoas criativas com espírito crítico e muito talento e nos permite tomar conhecimento de outros géneros literários e autores que até então desconhecíamos ou ainda não faziam parte do nosso rol de leituras. Além disso, também nos ajuda a desinibir, de maneira a que ganhemos segurança e um à vontade em público e desenvolvamos capacidades de comunicação. Assim, acabamos por revelar, não só a nós próprios – porque muitas vezes não temos noção daquilo que valemos – mas também aos outros, capacidades que de outra maneira continuariam escondidas. 
Em adição, ainda temos a valorização do nosso eu, que se exprime e impõe nas três provas propostas, uma vez que a sensação de ser aplaudido, embora seja, por um lado, assustadora – porque somos o centro das atenções e todos os olhares estão pousados em nós –, é também avassaladoramente agradável, porque é bom sermos reconhecidos e dá-nos vontade de continuar a apostar naquilo que gostamos de fazer e, consequentemente, em quem somos.