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Cozinheiros (versão CdA)

A ESTE apresenta no próximo dia 29 de Abril, domingo, pelas 16h00, no Jardim Municipal de Pombal o espectáculo "Cozinheiros” (versão Commedia dell’Arte), com direcção de Nuno Pino Custódio em co-criação com Ricardo Brito.
Sinopse
Partindo de, Cozinheiros (12ª criação de Dezembro de 2009), a ESTE – Estação Teatral propõe um desdobramento para uma versão de Commedia dell´Arte da mesma ideia dramatúrgica de Arnold Wesker.
Teatro com máscara, de cariz iminentemente cómico, onde o gesto e a acção são predominantes, seguindo uma das tradições mais nucleares do teatro tradicional ocidental, disposta para acontecer ao ar livre (como uma praça, uma rua ou um jardim) permitindo um relacionamento mais directo e integrado com os espectadores, estejam estes mais dispersos ou mais concentrados.
Quatro Zanni ocupam os lugares dos quatro cozinheiros da versão estreada em 2009. A despersonalização e a tipificação de personagens, o exagero, o grotesco e a amplificação dos gestos, onde a máscara é a explosão da cara no corpo, o jogo predominantemente coreográfico, a relação íntima entre a voz e o gesto, o canto e a dança, o recurso às onomatopeias, a relação directa, olhos-nos-olhos, entre actores e espectadores são algumas das variantes ou intensificações do espectáculo original onde, por caminhos diferentes, se busca encontrar a mesma essência desenhada por Arnold Wesker em finais dos anos 50: a de que uma sociedade sustentada por uma economia capitalista desumaniza e mata.

ENTRADA LIVRE

Em caso de condições climatéricas adversas, o espectáculo será transferido para a sala principal do Teatro-Cine de Pombal.

Volfrâmio

A ESTE apresenta no próximo dia 28 de Abril, sábado, pelas 21h30, no Teatro-Cine de Pombal, o espectáculo "Volfrâmio", com encenação de Nuno Pino Custódio.
Sinopse
História feita de sangue muito, quando a Segunda Grande Guerra era o palco de todas as atenções e o volfrâmio se tornou febre, ser-se mineiro, dizia-se naquele tempo, era como cavar a própria sepultura. As mulheres enviuvavam cedo. Mas a mina, era tudo. Era o sustento, o trabalho, o encontro, a aprendizagem, a união entre os demais, uma forma mais digna de se estar vivo. Entre o jugo nazi e a prospecção inglesa, os trabalhadores eram obrigados a pagar as próprias ferramentas e a zelar, como pudessem, pela sua segurança. O dinheiro foi-se quase todo dessas bandas da Panasqueira. Mas ficou a certeza de que aqueles que menos possuem e tudo deram são justamente os que ainda conseguem cantar a vida e amar o próximo.

Reportagem TSF aqui.

As cebolas de Napoleão

 
No próximo dia 28, sábado, pelas 21h30, sobe ao palco do Teatro-Cine de Pombal a primeira peça do Festival de Teatro de Pombal a cargo da ESTE - Estação Teatral, com a apresentação da peça "As Cebolas de Napoleão".

Sinopse:
Três fuzileiros trazem consigo a grande história, desde que Napoleão irrompe da Revolução Francesa, se coroa a si próprio imperador e decreta o Bloqueio Continental. Três fuzileiros trazem consigo a história já não tão grande, desde que Jean-Andoche Junot entra pela zona raiana e chega a Lisboa para “ficar a ver navios” com a partida inesperada de João VI para o Brasil. Três fuzileiros trazem consigo a história mais pequena, quando o general Loison, sem um braço, tornou comum a expressão “ir para o maneta”, ao saquear, chacinar e incendiar o país de norte a sul. Três fuzileiros trazem consigo, na memória do corpo, com os gestos, as palavras, os sons, a mais que pequena história, quando o general de brigada Charlot, mandado auxiliar a cada vez mais instável e insegura capital do reino, depara-se no caminho com a vila de Alpedrinha, ali na Serra da Gardunha, e das seis para as sete horas do dia cinco de Julho de 1808 deixa a impiedosa marca da destruição e da morte.
Como camadas de uma cebola, da Europa vista de cima, até que se perceba o branco dos olhos de cada um. Esta é a nova criação da ESTE - Estação Teatral, bem ao seu jeito, recentrando a representação no corpo do actor, recorrendo à pantomima para criar toda uma narrativa de imagens, procurando que a percepção do aqui-agora torne essencial na vida a arte da presença.



Ficha Artística e Técnica
Dramaturgia e Encenação: Nuno Pino Custódio
Espaço Cénico e Figurinos: Ana Brum
Desenho de Luz e Operação Técnica: Pedro Fino
Fotografia: António Supico
Interpretação: Ricardo Brito, Patrick Murys, Tiago Poiares e Rui Sousa
Classificação etária: M/12 anos
Duração: Aprox. 75m