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«O que é conhecimento?», segundo as teorias de Descartes e Hume


Na semana da comemoração do Dia Internacional da Filosofia, em Novembro de 2012, foi publicado um dos trabalhos desenvolvidos, o das alunas do 11.º A4, Adriana Correia, n.º 3, e Rita Bárbara, n.º 22, subordinado ao tema, “O que é o conhecimento?”. Posteriormente, como tinha sido combinado entre professora e alunos, e de acordo com a oportunidade do tratamento dos temas em estudo, todos os trabalhos teriam que ser apresentados na turma.
           Desse propósito, nasceu este filme “para que fosse mais atrativo para os colegas”, conforme palavras das alunas.
Porque se trata de mais uma descoberta e simultaneamente de um prazer, porque encontro rigor no conteúdo tratado, cuidado na seleção de imagens, criatividade e humor q.b., solicitei às alunas a sua disponibilização para que todos, de uma forma inesperada, possam aprender  sobre as teorias de Descartes e David Hume.
A Professora: Maria Alberta Fitas 

Ensaio Filosófico «O que é o Conhecimento?» (suporte vídeo) AQUI

Formas de pensar




Na sequência da comemoração internacional do Dia da Filosofia, a professora Maria Alberta Fitas propôs às suas turmas do 11º ano, A4 e C3, a leitura e a descoberta de reflexões sobre temas filosóficos, e à sua turma de Artes, 10º ano, E, a ilustração de frases, ideias ou filósofos. Do aperfeiçoamento e seleção dos melhores ensaios filosóficos e das ilustrações mais bem conseguidas resultou a presente compilação intitulada FORMAS DE PENSAR.
Aceda AQUI

Gulbenkian publica notícia sobre visita da nossa escola ao Centro de Arte Moderna

Fruto dos relatórios redigidos por alunos do 11ºA1 , A2 e E após visita de estudo, e publicados neste BIBLIOBLOGUE, o site DESCOBRIR + , Programa Gulbenkian Educação para a Cultura redigiu a seguinte notícia:


«No dia 12 de janeiro de 2012, as turmas A1, A2 e E do 11º ano de escolaridade da Escola Secundária de Tavira visitaram o Centro de Arte Moderna e participaram nas nossas atividades.  Estes “aprendizes no mundo da Arte” vinham, assim, à procura de “novas experiências, novas sensações, novas ferramentas de aprendizagem, novos conhecimentos.”

A professora  de Filosofia, Maria Alberta Fitas, com a ajuda dos seus “aprendizes” Carlos Teixeira, Daniela Domingues, Gyulkibar Ahmed e Mariana Carlota criaram um e-book que nos fala sobre «O poder da arte! Arte, sociedade e mudança», «A matemática na Arte» e «Arte e Estética», entre outros. Este e-book é “a prova de que uma visita de estudo é uma atividade privilegiada para a reflexão e a aprendizagem” e que se pode afirmar como um instrumento de verdadeira descoberta do universo fascinante da prática e da fruição das Artes.

Porque contribuímos para a abertura das mentes e horizontes destes alunos, o Descobrir – Programa Gulbenkian Educação para a Cultura – e a sua vasta equipa ficam especialmente estimulados com o entusiasmo destes alunos (e de muitos mais que nos visitam anualmente) e agradecemos este trabalho feito com tanta dedicação pelos alunos. Será sempre um prazer receber a vossa visita. E muitos parabéns a esta professora e alunos!»


   Veja a notícia no seu contexto original AQUI

Relembre as notícias publicadas neste blog sobre a visita ao CAM:




Movimento Tavira em Transição


O movimento de cidadania ativa para a sustentabilidade dinamiza, amanhã, quinta-feira, dia 19 de abril duas sessões de apresentação, "Tavira em Transição",  no auditório da nossa escola.


Esta atividade tem a colaboração das professoras de Biologia,  Augusta Carvalho e Teresa Afonso, e da professora de Filosofia, Fernanda Santos, que organizaram a inscrição de várias turmas. Porém, aceita-se a presença individual de alunos e professores que ainda não se encontrem inscritos na atividade.
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Dia Internacional da Mulher - Até onde nos leva (des)amor? - Conferência com Sandra Benfica


O grupo de Filosofia, em colaboração com a nossa Biblioteca, organizou para hoje, dia 8 de março,  duas conferências sobre os direitos da mulher, sendo a conferencista Sandra Benfica (membro do Movimento Democrático das Mulheres).

Os objectivos traçados para esta atividade foram: "Reconhecer os Direitos das Mulheres como Direitos Humanos" e  "Reconhecer direitos reclamados por  mulheres de todas as idades, ignorados ou ilegalmente suprimidos por leis ou por costumes de uma sociedade em     particular".                                                      MDM

Promoveu-se, também,  uma reflexão sobre a violência no namoro 
 ( Até onde nos leva o (des)amor), após a visualização de uma curta metragem: "De mãos dadas com o medo".

No final, Sandra Benfica alertou os alunos para as situações de tráfico de mulheres, cada vez mais frequentes sob a capa de um emprego promissor. Dialogou-se, de seguida, sobre o bullying. Uma das alunas presentes lembrou que esta situação deve ser combatida desde o primeiro ciclo. Interveio, então, uma outra convidada, Eduarda Quintino, membro do MDM do Algarve, que apoiou plenamente esta chamada de atenção. Lembrou, contudo, que todos somos responsáveis e não devemos ignorar situações de bullying, mas sim denunciá-las. Por último, a palavra foi passada a uma outra convidada presente, Rita Bessa, membro da APAV Tavira que sublinhou haver sempre uma porta amiga para ajudar vítimas de violência.

A nossa conferencista, Dr. Sandra Benfica, com os dois alunos, Mariana Carlota e Carlos Teixeira, que abriram a conferência da manhã expondo os seus  pontos de vista sobre a pertinência da comemoração do Dia Da Mulher.

     Conferência da manhã
Conferência da tarde

 Se quiseres saber mais sobre a APAV não hesites em consultar a informação disponibilizada e/ou colocar as tuas questões/dúvidas.

O Gabinete do Aluno é também um local na nossa Escola onde poderás encontrar aconselhamento.


Olhar, ver e aprender com a Arte no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian

A prova de que uma visita de estudo é uma atividade privilegiada para a reflexão e a aprendizagem encontra-se neste Roteiro e Relatório de Visita de Estudo ao Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian. A atividade foi organizada pela professora de Filosofia Maria Alberta Fitas, e nela participaram as turmas A1, A2 e E do 11º ano de escolaridade.

Folheie este e-book, realizado pelo Carlos Teixeira, Daniela Domingues, Gyulkibar Ahmed e Mariana Carlota,  que nos fala sobre «O poder da arte! Arte, sociedade e mudança», «A Matemática na Arte» e «Arte e Estética», entre outros.

Palestra «Natália Correia e Agostinho da Silva: os inconformistas»

A CMT/BMAC, a Associação Agostinho da Silva e a Associação Nacional de Paremiologia patrocinam a Palestra «Natália Correia e Agostinho da Silva: os inconformistas», por Fernando Dacosta e Miguel Real, a ocorrer no sábado, dia 11 de janeiro, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos ( BMAC), pelas 16:30.

Paralelamente, poderá visitar a exposição sobre Agostinho da Silva.
 

De visita ao Centro de Arte Moderna e ao Museu Calouste Gulbenkian

No dia 12 de janeiro, p.p., as turmas do 11º A1,A2 e E realizaram uma visita de estudo, ao Centro de Arte Moderna e Museu Gulbenkian, no âmbito do Programa Descobrirproporcionado pela referida Instituição. Cada turma disfrutou de duas visitas guiadas, marcadas de acordo com as respetivas áreas de estudo, tendo sido os alunos acompanhados pelos professores Serafim Gonçalves, Maria Alberta Fitas e João Madalena, respetivamente.
Dos momentos enriquecedores, não só de aquisição de conhecimentos sobre arte, ou das múltiplas leituras e reflexão filosófica que sobre ela se pode fazer, mas também de interdisciplinaridade com a menos óbvia da disciplina, que tanto nos surpreendeu, a Matemática, se dá aqui conhecimento. Este é um de entre tantos relatórios que ilustram quão profícua foi a visita. De outros se dará, brevemente, notícia.

Maria Alberta Fitas
(Professora de Filosofia)
Relatório Visita CAM Sofia Basílio

Gabinete de Apoio ao Aluno alarga equipa

O Gabinete de Apoio ao Aluno tem agora garantida a presença semanal de uma enfermeira. A enfermeira Mafalda Rosa, em parceria com o Centro de Saúde, pode otimizar reencaminhamentos vários.


Toda a equipa, constituída pelos professores Edite Azevedo, Fernanda Santos, Reinaldo Barros e Pedro Gabriel, e pela enfermeira Mafalda Rosa, está disponível para ouvir e ajudar qualquer que seja o problema manifestado por um aluno.  




Não hesites, vence a timidez, combate a insegurança e dirige-te ao gabinete do aluno. Aí poderás encontrar alguém disposto a ouvir-te e a,  em conjunto contigo, procurar uma solução.




  • Saúde sexual e reprodutiva
  • Prevenção de consumos nocivos
  • Aconselhamento sentimental
  • Bullying
  • Integração social
  • Solidão
  • Alimentação saudável
  • Violência no namoro
  • Problemas familiares
  • Problemas físicos
  • Problemas psicológicos
  • Orientação vocacional




Horário de Atendimento:

Sala 42    Gabinete de Apoio ao Aluno
                                               Bloco 3E

segunda
terça
quarta
quinta
sexta

10.05


Profª Fernanda Santos


Prof.Pedro Gabriel

Prof. Reinaldo Barros

Profª Edite Azevedo

11.40



Enfª Mafalda Rosa

Profª Fernanda Santos




Reportagem: Debate sobre o Desenvolvimento Humano no «Sul Informação»


O Debate sobre o Desenvolvimento Humano promovido realizado em Tavira por iniciativa de professores e alunos da nossa escola foi noticiado no Sul Informação com o título: «O mundo não acabou quando a Troika aterrou no aeroporto da Portela» .
        Brevemente, poderemos ler um outro artigo sobre o mesmo evento redigido pela alunas Raquel Silva , 11º C1, e Telma Pacheco, 11º C2, que será publicado no jornal ECOESTUDANTIL a sair neste mês de Dezembro.
    

Reflexão filosófica sobre o livro "A Peste", de Albert Camus


Reflexão filosófica sobre o livro
A Peste, de Albert Camus


Em Orão, como no resto do mundo


por falta de tempo ou reflexão, somos obrigados a amar sem saber.



O romance, A Peste, escrito por Albert Camus conta-nos como a Peste Negra influenciou a vida dos habitantes na agitada cidade de Orão. A vida nesta cidade era, até ao momento em que algo de repelente aconteceu, muito pacífica, vivendo os cidadãos para trabalhar e formar família apenas porque se sentiam obrigados a isso e não porque o amor ou uma grande paixão os levasse a tal.

Esta era uma cidade muito cinzenta e demasiado industrial, segundo o autor. Nela a população vivia uma vida bastante rotineira. Foi nesta cidade que um dia uma grande quantidade de ratos mortos apareceu nas ruas e nas casas, era o início da peste negra.

Muitas mortes ocorreram durante um longo período de tempo, numerosas famílias se separaram, perderam-se grandes amizades. A cidade acabou por “fechar portas ao resto do mundo”, ou seja, deixaram de poder entrar ou sair pessoas, mercadorias, etc., na cidade, e assim entregar-se e isolar-se na sua epidemia.


Então, a vida destes cidadãos mudou radicalmente. A peste tinha vindo fazer uma boa ação, os casais passaram a apaixonar-se e sentirem saudade, as pessoas passaram a dar valor à vida, a cada dia das suas vidas.

Quando a peste causou centenas de mortes, por dia, os saudáveis, essencialmente os médicos, como o narrador da história, o doutor Rieux, aplicavam-se 24 horas por dia, para travar esta doença e salvar vidas.

Mas não só os médicos começaram a dar mais valor à vida, a estes juntaram-se também os jornalistas, como Rambert e Tarrou, que ganharam especial interesse nesta repentina epidemia. Pela mesma epidemia que os tinha impedido de voltarem para as suas vidas e os “trancara” naquela cidade à qual tinham vindo apenas por trabalho. Seria apenas o acaso que os teria levado até ali?

Para saber mais, clic aqui



Daniela Domingues, Nº 7, 11º A2




A nossa biblioteca dispõe desta obra para requisição domiciliária.

Faz a tua própria leitura. Forma a tua própria opinião.

CAMUS, Albert, A peste,trad. Ersílio Cardoso, Lisboa : Livros do Brasil, 1970 (Autores de sempre) 

Adaptação cinematográfica de "O Estrangeiro", por Visconti

O Estrangeiro, de Albert Camus, foi adaptado ao cinema por Visconti, em 1967.


Meursault, um francês a viver na Argélia, mata um árabe na praia, num momento de lapso mental. Levado a julgamento, tem dificuldades em explicar o que motivou o seu crime.

Visconti, prestigiado realizador italiano, fez, em 1967, uma fiel versão cinematográfica do espetacular livro O Estrangeiro do romancista-filósofo franco-argelino Albert Camus, ele mesmo um pied-noir, ou seja , um "pé-negro francês" que vivia no Magreb (a Africa árabe do Mediterrâneo), daí o seu conhecimento de causa.

O assassínio narrado no  livro já foi interpretado de inúmeras formas. Ainda assim, trata-se de uma obra magnífica, de diálogos aforismáticos e de teor existencialista, mostrando uma pessoa (talvez o próprio Camus ) que vive de forma despropositada num mundo sem sentido, e nem sequer se preocupa com isso, apenas com o que a vida lhe entrega a cada momento.
Quem tem inclinações filosófico-epicuristas com certeza vai gostar muito deste filme.


Título orginal : Lo Straniero

Ano : 1967

Realizador : Visconti

País : Itália / França / Argélia

Prémios : Venice Film Festival / Rome Film Festival / Globo de Ouro


Veja um excerto do filme aqui

A professora: Maria Alberta Fitas

Reflexão sobre "O Estrangeiro", de Albert Camus


Reflexão sobre
O Estrangeiro, de Albert Camus
                                   (1º esboço)



O livro O Estrangeiro de Albert Camus é uma obra que está dividida em duas partes.

A primeira parte fala-nos um pouco sobre a vida do senhor Meursault, e toda a obra está escrita na primeira pessoa.

A história começa com a morte da mãe, e toda a primeira parte se refere à vida deste homem após a morte da sua mãe. Ele age como se nada de grave tivesse acontecido e prossegue com a sua vida normalmente com os seus amigos. É claro que não se sentiu totalmente indiferente, foi ao funeral da sua mãe, mas aos olhos de muitos foi insensível.

Na segunda parte, Meursault é preso por ter morto um árabe com cinco tiros. Toda esta parte é desenrolada na prisão com interrogatórios, o julgamento e o seu final trágico, a condenação à morte.



Este é um romance que considero um pouco estranho, a obra é bastante descritiva e a personagem é bastante pensativa, atenta aos pormenores. Não fala por falar e é sempre verdadeiro. Dá-nos a entender que o amor tem pouca importância, como vimos quando Maria, uma das personagens, lhe perguntou se a amava, ele respondeu que isso nada queria dizer, e quando lhe falou em casamento, respondeu que isso pouco importava. Estas são respostas estranhas e confusas, mas para ele nada disto era importante. Apenas se importava com o dia de hoje e o de amanhã e passava a maior parte do seu tempo a analisar tudo o que o rodeava, mesmo quando as pessoas falavam com ele. Na prisão matava o tempo com todas as suas recordações e refletia. No julgamento foi condenado à morte, mas, naquele preciso momento, isso pouco o afetou. Só mais tarde é que começou a refletir durante bastante tempo e percebeu que afinal andou toda a sua vida à espera da morte e que todos nós vamos ter este final, independentemente daquilo que fizemos no dia a dia. Todas as suas repostas, por vezes inteligentes, causavam certo desconforto em muitos e não o compreendiam da melhor maneira, mas ele compreendia sempre os outros com o seu raciocínio.

Este não é um livro igual a tantos outros, é um livro que nos leva a refletir sobre a perspetiva de vida de um indivíduo, construída com os acasos da mesma, e com ele, vamos pensando se a nossa forma de encarar a vida não deverá ser diferente.

Henrique da Silva Carmo, nº6, 11º B

O Estrangeiro motivou a composição de uma letra e música pelos The Cure.
 Assiste ao vídeoclip seguindo este link.

Aceda à letra "Killing an arab", The Cure. Clic aqui.



A biblioteca possui esta obra na sua versão original em língua francesa.

Faz a tua própria leitura. Forma a tua própria opinião.

CAMUS, Albert, L' étranger. U. R. R. S. : Gallimard, 1971 (Folio)

Dia Internacional da Filosofia 2011

Neste ano, em que preocupações diversas nos assolam, relembram-se os Monty Python ou The Pythons, cujo programa de humor televisivo britânico, lançado em 5 de Outubro de 1969, nos propõe, em breves cenas, uma reflexão sobre um quotidiano marcado pelo imprevisto e pelo non sense.

Então, será que a disputa, proposta no filme aqui exibido, é premonitória? Será que nos basta, por vezes, um simples Eureka, para ganhar um jogo, o da vida? Pode ou não a Filosofia ajudar-nos nesta caminhada?

Os aprendizes de filósofos sabem bem como, só jogando o desafio da Filosofia, poderão alcançar o prazer de melhor compreender o mundo e com mais serenidade o enfrentar.









A professora: Alberta Fitas

Reflexão filosófica motivada pela leitura de "A morte feliz", de Albert Camus

Mersault é um homem simples, com uma boa constituição física, que tem um relacionamento com Marthe, através da qual conhece Zagreus, um senhor proprietário duma grande riqueza, mas que, devido a um acidente, se tinha tornado inválido.

O protagonista vive infeliz: aprisionado numa rotina monótona que não obedece aos seus interesses nem vontade. Está sujeito a um emprego desagradável que, em tempos, foi uma promessa de algum dia poder levar uma vida com alguma qualidade e que se tinha tornado num sacrifício que apenas garantia o indispensável para a vida, pela qual Mersault já perdeu a esperança (conformismo, rotina).

Vive no apartamento herdado da mãe, pobre e infeliz, contrastando com a atividade e (talvez) felicidade das famílias na rua. Partilhava o apartamento com um tanoeiro, surdo e mudo, bruto, cuja mãe morreu e a irmã abandonou devido à sua maldade, deixando-o em sofrimento. Atormentado pela solidão e memórias da mãe, refugia-se, sempre que possível, no café, junto dos seus semelhantes.


Zagreus defende a opinião de que devemos fazer tudo pela felicidade, independentemente do meio usado para a adquirir, justificando assim até as más ações como roubar. Roubar, pois Zagreus acredita que, de certo modo, o dinheiro faz, indiretamente, a felicidade. Mais concretamente defende que ter dinheiro equivale a ter tempo para se ser feliz (ou seja, o tempo “compra-se”). Obviamente, não se aplica a todos os indivíduos porque nem todos têm um sentido de felicidade que compreenda a necessidade de uma certa aprendizagem do tempo, nem têm as condições necessárias para serem felizes, como no caso de Zagreus. Apesar de ter dinheiro e, consequentemente, tempo disponível, não consegue usufruir de tal, devido ao seu problema, e é infeliz. No entanto, este consegue preservar alguma da sua paixão pela vida e vontade de viver, ser feliz e transmitir tal felicidade.

Para saber mais, clic aqui




Miguel Figueira, nº 22, 11º A1

Reflexão filosófica: "As perguntas da vida", de Fernando Savater


As perguntas da vida, de Fernando Savater

Reflexão efetuada a partir do capítulo nº1:

“Para começar a morte”


Qual o sentido da nossa existência? Para Fernando Savater, como demonstra no livro As perguntas da vida, o ser humano só começa a pensar na vida quando se apercebe da sua mortalidade. Essa mortalidade é o que nos faz humanos. “Os verdadeiros viventes são só os mortais porque deixaremos de viver e é exatamente nisso que a vida consiste”. A morte, tal como a vida, é pessoal. Visto que somos únicos, ninguém pode viver ou morrer por nós.

A morte uma vez que tem um carácter pessoal leva-nos a pensar muito sobre ela. Ao pensarmos na nossa mortalidade contribuímos para o desenvolvimento da nossa consciencialização desse acontecimento e, por conseguinte, isso contribui para adotarmos uma vida melhor, ou seja, fazer os possíveis para evitar o falecimento. Os seres humanos são únicos, pois a sua mortalidade é um indício da humanidade, conforme afirma Platão: “filosofar é preparar-se para morrer”. O filosofar é um sinal único dos humanos, pois somos o único animal capaz de pensar racionalmente a sua própria morte.

Outro problema que nos atormenta quando pensamos na morte é “para onde vamos quando falecermos?”

Para saber mais,  clic aqui

Marta Yarynych, nº21, Ricardo Ova, nº23, 11º A1


A nossa biblioteca tem esta obra para requisição domiciliária.

Faz a tua própria leitura. Forma a tua própria opinião.

SAVATER, Fernando,  As perguntas da vida , 2ª ed ,Lisboa : Dom Quixote, 2000 (Biblioteca Dom Quixote ; 20) ISBN: 972-20-1723-3

Reflexão filosófica: "A Metamorfose”, de Franz Kafka


Gregor Samsa, a personagem principal, é um caixeiro-viajante que vive para trabalhar e pagar as dívidas dos seus pais... Um dia ele acorda sentindo-se incapaz de se levantar. Quando a família e o seu chefe lhe ordenam a abertura da porta, Gregor sofre uma metamorfose, transformando-se num inseto nojento e inútil. Mas o que significará esta transformação? Entendo-a como o resultado da necessidade de isolamento ou de fuga e assim o protagonista sentia-se reconfortado em não ter compromissos para com a família, trabalho e sociedade. Transformando-se numa barata, alcança uma vingança surda e imunda. De certo modo essa situação metamórfica impede Gregor de expressar os seus sentimentos, toda a sua raiva e indignação, seja contra a família, que o trata como escravo, seja contra o patrão que o oprime, ou a sociedade em geral, que o sufoca.



Gregor, embora fechado no seu quarto como inseto, continua a pensar e a agir como ser humano. Os pais tiveram que arranjar trabalho e a sua irmã mais nova, Grete de 17 anos, que sonha ser violinista teve que se empregar numa firma, pois Gregor, até aí, era quem sustentava a família, dando-lhes a possibilidade de se alimentarem bem, sem trabalharem. Todos os dias Grete arranjava ao Gregor comida, adaptada ao seu gosto, restos dos almoços e jantares que sobravam. À medida que o tempo passa, Gregor vai sendo mal tratado e esquecido pela sua família, a qual se quer ver livre desse peso pesado. O Senhor Samsa para se livrar daquilo que causa vergonha à família atirou uma maçã a Gregor, o que lhe causou um grave ferimento nas costas. Porém, a mais cruel foi a sua irmã, quando cansada de viver, escondendo o inseto, sugere ao pai livrar-se dele. Quando o inseto asqueroso morre e a empregada o encontra e informa a família, todos fazem as “suas arrumações “ na vida. Fazem um passeio, descobrem que a vida é bela e fantástica, decidem comprar um novo apartamento, mais pequeno, num bairro mais agradável. Já não sentem a perda do Gregor. Constroem planos para o futuro!




Da leitura desta obra concluí que quem sofre uma metamorfose não é o Gregor, mas sim a sociedade, no dia a dia... Gregor, visto como um inseto pela sociedade, é rejeitado por não ser um deles. Mas na verdade o que acontece é que o Gregor foi sempre um inseto quando trabalhava que nem um escravo, todos dias rejeitava os seus sonhos, não os realizava. Apenas pensava que os queria realizar, mas chegou um dia em que se apercebeu da realidade, transformando-se numa barata, foge à vida que não quer ter, nem ser igual a todos. Foi com a sua metamorfose e correspondente sacrifício, que ajudou a família a mudar de vida e a encontrar a felicidade. Ao transformar-se num inseto inútil a família foi à procura de trabalho, a irmã voltou a tocar violino, o que mais gostava de fazer, passaram a ser a verdadeira família unida, de pai, mãe e filha. Afinal, Gregor fez com que a família saísse à rua e visse o que é o “sol da vida!”. O que é a felicidade! Quem sofre a metamorfose no dia a dia é a sociedade. Todos os dias acumula sujidade em si, hipocrisia, angústia e desprezo, dizendo que se vão realizar os sonhos, porém na verdade, não passa disso, de sonhos! Não se faz nada para mudar, vive-se o dia a dia “rastejando”, dominados pelas obrigações, sem qualquer liberdade.

Angela Kurakova, 11ºE, nº7

A nossa biblioteca tem esta obra para requisição domiciliária.


Faz a tua própria leitura. Forma a tua própria opinião.


KAFKA, Franz, A metamorfose , trad. João Crisóstomo Gasco, Porto : Público, 2002  (Mil folhas ; 30) ISBN: 84-8130-561-8

Sê filósofo por um dia


No próximo dia catorze inicia-se a semana que encerra o Dia Internacional da Filosofia, este ano, dia 17 de novembro.


Em nome da importância da disciplina de Filosofia, como aquela que exercita o pensamento e sendo aquela disciplina que provoca, que nos deixa perplexos e depois lá nos deixamos entranhar por ela, desafiei os alunos do 11º ano, turmas A1, A2, B e E a ler obras de Franz Kafka, Albert Camus, Sartre e outros que colocassem no centro das suas problemáticas temas como o sentido da vida ou a condição do ser humano.

A caminhada não tem sido simples, pelos ecos que me têm chegado, mas quem disse que tudo tem que ser imediato e fácil? Pois, eu estou a gostar do trabalho laborioso de fazer e refazer aquilo que cada aluno tem estado a praticar e do qual se dá aqui uma pequena imagem. Entendam-se estes textos como abertos e não definitivos.

Durante a semana publicar-se-á, cada dia, um texto que resulta desse repto, atempadamente, lançado.

A Professora: Maria Alberta Fitas

Participação nos Concursos da Universidade Católica

Mais uma surpresa! Em período de avaliações, os professores do 10ºA2 souberam que os alunos Carlos Teixeira e Ricardo Rolim, e Carlos Teixeira e Mariana Carlota tinham participado, apoiados pela professora Alberta Fitas e Helena Bartolomeu, nos concursos: Prémio Inter-Escolas CATÓLICA Ciência e Saúde 2011 - “Ciência, Saúde e Voluntariado de Mãos Dadas” e "Prémio Católica Engenharia, Inovação Sustentabilidade", respectivamente.
Sabendo-se que os alunos Carlos e Ricardo, bem como os alunos do 11ºA1, David Rua Amaro e Rita João Trabulo Silva,  que também tinham concorrido, apoiados pelo professor, Pedro Gabriel, estariam entre os finalistas, logo se perspectivou a ida a Lisboa.

Disponibilizado o autocarro do Município, alunos concorrentes, os colegas do 10ºA2 e as professoras, no dia vinte e sete de Abril, puseram-se a caminho. Infelizmente, nenhuma equipa ganhou o prémio, mas nada se perdeu, porque para além dos honrosos 8º e 17º lugares, entre as 132 equipas concorrentes, proporcionou-se um convívio saudável, vivenciou-se um dia diferente, num local até aí desconhecido, experimentaram-se sensações novas, através de exercícios e equipamentos próprios dos bombeiros, percebemos como se treinam os aprendizes de enfermagem, em situações de risco para as vidas que ajudam a salvar e visitaram-se laboratórios que permitiram conhecer e experienciar alguns dos projectos que se podem realizar, no âmbito das várias engenharias, que a Universidade oferece, nomeadamente, da Engenharia Biomédica e da Engenharia Industrial. Quanto ao prometido almoço, não foi tarefa fácil chegar até ele, mas quando há muitos comensais, já sabemos que poucos se salvam! E o regresso chega sempre mais depressa do que o desejado.


Do empenho dos nossos alunos, no que ao Prémio Inter-Escolas CATÓLICA Ciência e Saúde 2011 diz respeito, fica o testemunho dos seus ensaios.

- Avante, voluntário!, de David Amaro e Rita Silva




- UM SENTIDO PARA A VIDA, de Carlos Teixeira e Ricardo Rolim
Um ensaio de uma equipa de Barroselas, Viana do Castelo, recebeu o primeiro prémio.
Para um maior enriquecimento, aqui deixamos o link do trabalho vencedor, na página 13 da publicação a que pode aceder.

Alberta Fitas

Relatório de visita a duas exposições no Museu Municipal de Tavira / Palácio da Galeria

A visita realizada pela professora Alberta Fitas e os seus alunos do 10º ano, no âmbito da disciplina de Filosofia, ao Museu Municipal de Tavira, no passado dia 24 de Fevereiro, motivou larga reflexão sobre o que fora observado nas exposições «Lapso de Tempo», de Luís Ramos e «Cidade e Mundos Rurais». Seguiu-se, depois, a  redacção e produção de relatórios.
Já aqui publicámos um no dia 15 de Março, outro sairá na edição de Abril do nosso jornal EcoEstudantil e agora apresentamos o relatório de Carlos Teixeira, aluno do 10º A2: